Story
Kyllette
Chapter 8
Fogvilae -- A Vila da Névoa
–
Todo o grupo, de repente, estava observando um mesmo lugar.
Era um lugar em uma dimensão fora do padrão, com uma lagoa pequena e luzes flutuando sobre a água. Apesar do tempo estar parado, dava pra ver o nascer do sol depois da casa, as luzinhas estavam se movendo acima da água.
Tinha mato, e um caminho até um pequeno porto, uma tábua, de onde se chegaria ao outro lado da lagoazinha.
O Compositor percebeu que havia o reflexo de uma raposinha na água.
Ninguém queria falar, porque era uma imagem parada, não tinha vento nem barulho; mas identificaram que estavam vendo pelos olhos de uma pessoa, que tinha cerca de um metro e setenta e cinco.
Ellie viu uma pequena coruja, e todos se concentraram nisso, de um momento para o outro.
Alguém teve a idéia de fazer uma magia para mudar o ponto de vista.
Viram um braço com uma varinha se erguer, e apontar para a pequena coruja; então, todos estavam vendo o que a coruja estava vendo.
Eles viram um homem, branco e de cabelos pretos, com roupas de bruxo pretas.
Havia uma raposa depois da árvore, que estava prestes a dizer alguma coisa, mas mais nenhum sinal de pessoas no lugar. Todos sentiram quem eles mesmos eram, mas não sabiam o que podiam fazer ainda. Todos tinham a impressão de que o h0mem estava ali para matar, e L1nk resolveu dizer o que todos perceberam: – "Vai morrer todo mundo!",.. e ele percebe que o homem de preto sabia exatamente quem ele era.
Viram também uma casa de fazenda, depois da lagoa. Há um gigante de pedra, metamorfoseado em árvore, e que iria atacar qualquer invasor que tivesse a ousadia de entrar sem ser convidado.
Mas bem, apesar disso tudo, o tempo estava parado, e só o homem de preto se movia. Sabiam que a coruja podia se mover, mas alguém fez uma nova magia, e o homem de preto lançou uma magia com o feitiço feito.
– Parem de usar magia! – ouviram a voz de Ellie.
Perceberam que a coruja estava parada ali faz vários anos, só que agora o homem sabe que ela está ativa, e sabem quem foi que convidou eles todos a ajudar nessa cena: foi Erre-agá, também conhecido como O Egípcio, que parou o tempo.
O ano é 2020, em que esta cena está acontecendo, parada faz mais tempo. A coruja sabe que o homem está ali faz um ano. Não é muito tempo. Não, se você considerar que tem bem mais tempo que a corujinha está aí.
Eles todos também sabem que O Egípcio quer salvar as pessoas que puder.
O homem de preto está aí para matar, sabem que é isso que ele veio fazer.
Redy pergunta aos fogo-fátuos, as luzes que sobrevoam a lagoa, o que eles estão fazendo, e ouve: – "Estamos aqui para celebrar o nascimento de Kyllette", e Ellie sente arrepios ao saber disso; seu filho, adotado faz pouco tempo, está para nascer.
Alguém fez com que a corujinha chamasse ajuda, outras corujas iriam chegar.
Eles agem, e a coruja é transportada para a casa, entrando pela janela.
Agora eles viram, é a cena de um parto. A mãe está sobre a cama, e uma parteira está trabalhando. É um quarto simples, mas bem decorado; e todos viram uma varinha e um cajado, encostados num canto.
L1nk faz com que a coruja aporte para o outro lado da porta. Depois, eles viram um corredor e uma sala com cozinha. Havia um homem, que deveria estar andando quando o tempo parou, mas agora estava totalmente imóvel.
E foi Redy que descobriu como fazer ele se mover, usando o Fogo Secreto para ativar a consciência do homem; mas Lynk e Kori se reajeitam na visão desse homem, saindo da visão da pequena corujinha.
O homem percebe o que está acontecendo, agindo rapidamente.
– Café, eu preciso de você! – foi o que o pai disse.
Um quadro, de um homem velho e de barba, de repente foi tomado por um espírito, querendo saber o que estava acontecendo.
– Meu filho está para nascer, e eu estou sob ataque; preciso de ajuda – pediu o pai.
O espírito só abaixou o queixo, indo embora para avisar.
Todos ouvem o homem de preto dizer uma magia, e sabem que ele desfez o que a raposinha estava fazendo; depois outra magia, eliminando essa que era uma guardiã daquele lugar, a raposinha.
– Vamos desimobilizar a todos, inclusive o neném! – diz Redy.
A corujinha aporta para o quarto, e o Fogo Secreto dela faz com que o parto recomece. Depois, ela sai pela janela, e vai ver o que tem fora da casa, uma antena de internet, e a porta aberta da casa. A coruja é levada de volta ao lugar de origem, e eles veem o homem de preto chamar o barquinho, depois ergue a varinha soltando um barulho muito alto, como o de uma tuba.
As luzinhas saem de cima do laguinho, e vão para a frente da casa.
O homem de preto entra no barco, atravessando rapidamente o lago. Na casa, o pai vai até o quarto, e fica na porta esperando o invasor. O gigante de pedra assume sua forma, e o homem de preto se torna um raio, indo até o alto do gigante e tirando alguma coisa dele, depois o raio vai até a porta da casa de fazenda -- o gigante se torna árvore novamente, e do meio dos galhos sai um pássaro dourado, que se desfaz no ar.
A magia desse invasor é poderosa, ele transforma a entrada da casa em uma entrada de um abrigo contra bombas, vai até a porta e cria dois filhotes de leão, de uma substância prateada e reluzente -- ele entra.
Eles sabem que ele vai matar a todos, e fazem um contato telepático para facilitar a sua ação defensiva.
O Compositor decide chamar os diretores, eles chegam vendo a sala transformada em uma sala de mansão rica, feita de uma substância emborrachada desconhecida; o quadro na parede não é mais o famoso quadro das fazendas dessa região.
L1nk ataca o invasor, e Kori lê a mente dele: – "Ataquem a mente dele!", é o que ela diz.
De repente, um corpo de raios veio da sala pelo corredor até o pai, e acontece uma cena estranha: o corpo de raios abre a boca do pai, uma mão de homem de preto entra pela goela dele, pegando uma pequena luzinha, que ele destrói.
O pai cai morto no chão, e os diretores atacam; o invasor, agora visível de novo, lança vários movimentos de negação com a varinha, e se vira para a parteira: – "Continue o parto normalmente", é o que ele diz.
L1nk consegue dar um ataque muito importante, que deixa o invasor preso no Branco, mas é uma ilusão. Ali, no Branco, um plano onde tudo o que se vê é branco, o invasor invade a ilusão com sua mente cheia de buracos de memória por causa de muitos e muitos ataques mentais que ele já recebeu, e tortura L1nk e Kori por vinte e quatro horas; de repente, eles estão na cena, novamente.
– Parem de me atacar! – o invasor diz – Eu estou aqui para salvar essa criança; porque, dentro de dois anos, os pais vão fazer pacto, e seria muito perigoso deixar ele ser criado por dois magos com pacto.
O grupo entende, e para de atacar, mas ficam todos com medo de ele matar a mãe depois do parto.
O invasor, então, modifica também o quarto, e todos veem um abrigo luxuoso por dentro; até os diretores param de atacar.
Um grupo de homens, com varinhas à mão, chega; pelo mesmo lugar onde o homem de preto estava parado, mas ficam imobilizados pela magia do Egípcio -- Redy faz a corujinha voar até a frente deles, deixando eles livres para agir.
O invasor usa uma magia, no peito do corpo do pai, e L1nk impede a magia, mas ele diz então: – "Não pode haver corpo. E parem de me atrapalhar! Eu vou salvar essa criança, vocês atrapalhando ou não!", encostando no peito do corpo, que se desfaz apodrecendo com entropia.
L1nk descobre o nome dele: Volviah, era o nome do invasor.
– Volviah! – diz Redy, e a lâmpada do seu quarto explode.
– Volviah! – diz também Ellie, e o vidro da janela do quarto dela se parte.
– Não digam o nome dele! – todos ouvem a voz de Redy, e veem a imagem dela, uma mulher linda com cabelos de fogo – Vamos ver o que ele vai fazer, sabemos que a mente dele é o ponto fraco.
Os homens que chegaram não conseguiram saber a senha para trazer o barquinho de volta.
Estavam lá, parados, sem saber como atravessar a lagoa.
E então, todos ouvem o choro do neném, e a parteira, preocupada, puxa uma bacia para dar o primeiro banho. O invasor para, olhando. A mãe, quase sem saber o que fazer, se enrola nos lençóis para se proteger, olhando para a varinha num canto.
– Você vai viver – diz Volviah, seco – Preciso que alguém tome conta do seu filho, por enquanto, mas se você fizer pacto eu volto e mato você. A parteira entrega o filho à mãe, e o invasor nem se preocupa com ela: – "Não é bruxa", pensa Ellie.
Volviah, então, se apressa para sair dalí, indo para a entrada, ele passa a mão na cabeça de um dos leões prateados, antes de ir para o porto.
– Não façam nada contra ele, se não morre todo mundo – é o que diz O Compositor aos bruxos do outro lado da lagoa.
O invasor atravessa a lagoa, e sai no pequeno porto, uma tábua pequena.
Ele passa por entre os homens que ali estão, sem atacar, ou sem falar mais nenhuma palavra.
Vai até o símbolo de aporte que lá está, e desaparece.
Os bruxos entram no pequeno barquinho, mas nesse ponto a missão já acabou, e todos estão em casa, ou onde estavam antes. O Compositor decide navegar no fluxo, imediatamente, para encontrar seu grupo.
Todos estão conectados pelo fluxo dele, e começam a conversar.
– Gente, eu tenho uma coisa pra dizer,... Essa criança é meu filho adotivo, Ette; eu acabei de adotar ele.
As palavras de Ellie Knox sobre isso fazem todos questionarem o que o invasor queria.
Andando em seu escritório de programador, O Egípcio ouve Volviah.
– Eu não quero morrer – foi o que ele disse.
– Não se preocupe com isso – diz o Deus da vida, tranquilizando o bruxo.
– Ela vai fazer pacto, não vai?
– Vai – diz o deus – depois de quatro anos.
– Então, vou voltar lá e matar ela.
O Egípcio sabe que não tem como impedir ele, mas faz com que os moradores de rua adotem Ette, quatro anos depois. Ele sabe o que aconteceria se a mãe também tivesse morrido, Volviah não tem condições de criar um filho; ele é um guerreiro. A criança cresceria sem saber nada sobre o que era uma família, ter tido mãe foi importante.
Quatro anos depois, Volviah vai enfrentar a mãe, que agora é mago.
Em meio a magias que conjuravam demônios, o bruxo consegue eliminar a mãe, mas Kyllette foge. Agora, um grupo de guardiões da Nação da Magia estuda o que aconteceu, descobrindo que não sabem o que é essa substância emborrachada que Volviah usa para construir.
– Ehr, oi! – diz uma vozinha, no ombro do deus.
– Que foi, sagrada? – responde ele.
– Eu sei o que é isso! É o emborrachado da minha casinha – diz a pequenina.
– Isso mesmo! É uma substância mágica.
– Eu já estudei isso, é feita de quintessência.
– Isso mesmo – diz o deus, pensativo.
Anthonius Iha observa Rha andar para um lado e para o outro, antes de ele dizer, ao parar.
– O jovem foi adotado por Ellie Knox.
Eles veem uma mulher encapuçada balançar a cabeça, afirmativamente.
– Eles salvaram a raposinha – ouve-se a voz dela.
– Eu estou satisfeito – todos ouvem Anthonius, mas é como se ele tivesse dito isso sem ter o que saber que ele está concordando, porque só ele está mesmo vendo todas as suas formas; todos olham para Rha.
– Missão cumprida – diz o deus.
(Fim do Cap 8)