Story
Kyllette
Chapter 5
Novidade sem volta
–
Quando Hal entrou no quarto pela primeira vez, ela viu que seu marido estava sentado fumando, e deitado imóvel, ao mesmo tempo. Anthonius logo viu que ela estava curiosa, do tipo "O que é que está acontecendo?".
– Hal, este é Tempus, minha outra consciência de vampiro.
– Ah – ela iria fazer perguntas, mas parou – Então, você não é realmente um vampiro?
– Não, é ele que é vampiro; mas as coisas vão se modificar, dessa vez – diz ele, calmo mas preocupado – Vou deixar você e as outras esposas saberem disso, eu desvendei o segredo do vampirismo; se chama Agonia, e eu sei o que devo fazer.
– Vai ser um vampiro, então? Não faz sentido, vampiros não fazem magia.
– Por isso mesmo, que eu fiquei quinze milhões de anos estudando isso, até desvendar essa tão falada imortalidade deles.
– Isso me interessa,... vou avisar elas – diz ela, falando das outras esposas dele, mandou um beijinho e saiu.
Anthonius olha para Tempus, sabendo que essa presença deve ter afetado a transformação. Vampiros são muito preocupados com presença, principalmente se isso puder ser alguma ameaça; não tem como avisar ele de que está tudo bem, aqui.
Essa foi a única interrupção ontem, e hoje Anthonius bebeu o sangue com poder, de Tempus, que está parado na porta da cozinha vendo o seu eu principal tomar um café, normalmente; ele também acende um cigarro, tranquilo.
– Você vai me explicar o que está acontecendo?
– Isso, Tempus, é o resultado de todos esses anos de investigação sobre você – revela O Egípcio – Eu vi que uma parte de mim queria ser vampiro, faz agora quinze milhões de anos; eu permiti que você existisse, porque eu sabia que os vampiros eram boas pessoas. Vocês bebem sangue, tá. Isso é um pouco estranho; mas, na verdade, são só algumas gotas por semana, caçadores são só uns raros imortais. Você quer café?
– Desculpe, eu me abstenho – mas seus olhos demonstravam que queria.
– Estou superando a Agonia, a função básica que transforma a pessoa em um vampiro. Eu não faria isso, se não soubesse que iria funcionar. Além disso, vocês não fazem magia, e isso quer dizer que vampiros vão passar a poder fazer magia.
– Acho que isso vai interessar muito a alguns imortais.
– Oh, se vai – Anthonius balança a cabeça – Eu sei que,... espere; tenho de observar a conversa dos samurais.
De repente, O Egípcio estava ouvindo a conversa dos guerreiros japoneses.
– ,... "e ele encontrou uma varinha que é uma relíquia", diz um deles – "Temos que encontrar ele" – "Porque?" – "Tá louco? A última relíquia que encontraram deu um trabalho monstruoso para resolver!" – "É verdade",... – "Mas onde ele está?" – "Ele está em Sasshi, no mundo de Eaubat", foi o que Anthonius disse – "Ah, informação privilegiada; muito obrigado", responde o guerreiro – "Tem alguém que pode ir?" – "Eu posso ir. Estou em Tóquio, agora" – "Ah, então vamos ficar de olho no que você vai ter de fazer" – "Então, por todos nós, assinado: guerreiro" – e a conversa então chegou ao fim.
Anthonius estava quase terminando o café, agora.
Seu eu vampiro, Tempus estava ali analisando o futuro, e o deus sabe que os pensamentos dele são reservados; ele decidia se iria se tornar o novo tipo, ou se iria continuar a noite eterna – "Acho que a chance de fazer magia, ou ser um bruxo, deve ganhar",... pensa O Egípcio, terminando o seu café.
Depois disso, o imortal devia estar cansado; a transformação é terrível, mesmo.
– "Erre-agá, aqui é Vikhy", ele ouve – "Estou usando fluxo para te avisar que "a reunião" foi um sucesso. Vamos querer escolas pequenas, ao invés de ter uma que reúna muitos estudantes no mesmo lugar. Valdyr é muito inteligente, e os dois jovens bruxos que estão em contato com você já disseram que vão ser agora os programadores, e vamos ter informações de todo o mundo. Mas bem, eu queria conversar com você" – é o que ela diz.
– "Aqui é o comandante da Frota de Eaubat", ambos ouvem (Tempus também) – "Eaubat não tem nenhum problema, que é o que vocês estão procurando. Nós só fizemos silêncio sobre a tecnologia de viagem espacial porque era mesmo para ser um segredo".
– Ah,... – Anthonius repensa – então, o problema é de fora,... deve ser um problema da galáxia de vocês,... Vou investigar. Obrigado pelo contato.
Entretando, havia uma sensação, que não parecia se encaixar em nada disso.
Todos estavam sendo diretos, e as expicações estavam aparecendo, mas aquilo estava incomodando.
O Egípcio só não estava falando sobre isso porque Tempus estava fazendo silêncio sobre. Não é do hábito dele esconder coisas, então Anthonius Iha estava bastante preocupado.
– "Egípcio",... – diz a voz de Vikhy – "Estou entrando em contato por um motivo especial, meu. Na verdade, eu vim para Eaubat porque eu consultei os monges de Akkoya, quero dizer, Avvoya,... mudou de nome, não é? ,... e os monges disseram que era pra eu vir para este mundo se quisesse o que é o meu objetivo. Eu quero ter magia,... e você precisa me ajudar nisso. Esse é o meu objetivo".
– Ah,... – diz Anthonius, um pouco surpreso; mas feliz – então você veio falar comigo na hora certa! – e se virou para a janela – Ayh,... – "Sim, o que foi?" – Você poderia avisar o Tutyr de que eu preciso de transporte? Para o mundo de Eaubat – "Ele já sabe" – Hmmmh,... ele está de olho em você; e isso me deixa um pouco mais tranquilo – e se vira para o vampiro – Você quer ser o primeiro?
– Eu nem sei do que você está falando – responde Tempus.
A viagem é estranha; e tem horas que você se sente um pouco preso, uma semana de ida e uma de volta, dentro de uma nave. O túnel, dá pra ver pela janela da nave, tem duzentos quilômetros entre em cima e abaixo; a nave, sessenta quilômetros, esférica.
Tempus não quis vir, se não O Egípcio teria ao menos com quem conversar, mas é uma viagem curta.
De tempo real, não passa mais do que alguns segundos, fora.
Eaubat parecia um pouco com Arda, visto de órbita.
Os cinzas estão fazendo a segurança desse mundo, mas O Egípcio não desceu normalmente; ele sentia calafrios, de entrar nesse mundo – "Você deve resolver isso, agora", ele ouve a voz fininha e alienígena em sua mente – "Eu sei que esse mundo tem um núcleo diferente",... pensa ele – "Então,... me lembrei da lenda do deus que é pai da Vrayl,... o mundo dele explodiu",... diz a voz, e ele se iluminou – É isso! Vou entrar em contato com os cinzas.
– Zeit! – diz Anthonius, em voz alta, e espera.
– Aqui é o Império Cinza – ele ouve – Erre-agá,... O que você precisa?
– Estou sabendo que este mundo pode explodir, e queria que vocês olhassem o núcleo a procura de uma bomba.
Alguns momentos se passaram, até que ele ouve novamente a voz do cinza.
– Verdade! Já tiramos a bomba do núcleo, e estamos desmontando.
– Pode olhar em todos os mundos dessa galáxia! Onde não tiver bomba, esse é o nosso vilão – sugere ele.
– Estamos verificando,... e só tem um mundo que não tem, o mundo de Elfestera.
– Sabia! Posso descer agora em Eaubat? É muito importante.
– Pode – diz o cinza – Garantimos que é seguro; agora, os mundos dessa galáxia estão seguros.
E Anthonius se preparou para o aporte, e encontrar Vikhy pessoalmente.
Vikhy estava no quintal da casa onde foi a reunião, esperando Anthonius vir vê-la. Ela não sabia de nada por enquanto. Só sabia que estava a procura de uma solução para seu problema, ter magia e continuar sendo imortal, isso não é todo dia que se consegue.
– Vikhy – diz O Egípcio, logo que a vê; eles falam a língua de Avvoya – Bom, então,... você precisa de uma gota do meu sangue, e de um ritual, que eu mesmo criei, e só funciona com o meu sangue – explica ele, furando seu próprio dedo.
– Anthonius, tem certeza de que isso vai funcionar? – ela quer saber.
– Você está olhando para a certeza – diz ele com um sotaque de Ryklant, a capital da Academia – Antes, eu preciso te dizer,... a raça ediche é compatível com outras raças, e isso você deve saber. Avvoya está tentando unificar a raça, e precisamos ajudar; você vai ficar responsável por essa galáxia. Será que pode fazer isso?
– Se você me garante que vou ter magia, pode acreditar que vou fazer de tudo para isso.
Segundos depois, ela bebe a gota de sangue dele, e ele se apressa.
– Tenho que ir – diz – E vou ter que ficar de quarentena durante a viagem; é horrível, isso.
– Eu não vou precisar ficar parada? Não tem transe? O que eu devo fazer?
– Vai ter dar vontade de fazer xixi, depois fome – ele para, pensativo – Ah, e você vai poder fumar.
Anthonius desaparece; a viagem de volta foi pior que a de ida, ele teve que ficar isolado.
De volta a Arda, ele agradece ao capitão da nave da Aliança, o império ediche que está tentando unificar a raça. Ele ouve Vikhy, mais uma vez.
– "Ainda estou no mesmo fluxo que estava antes de você vir".
– "Erre-agá, aqui é o monge de Eaubat" – revela ele – "Descobri, que é ela que eu estava procurando".
– Ah, que legal – Anthonius quase rejuvenece uns anos, com essa – O que vai fazer?
– "Vou fazer o que é o certo", diz o monge – "Vikhy, fique do lado de fora da casa, para eu ir te encontrar".
– "Vou ficar", ela responde em fluxo – "O que está acontecendo?", ela quer saber.
– Não podemos falar sobre isso, Vikhy; mas você vai entender daqui a pouco.
Vikhy ficou fora da casa por cerca de dez minutos, a reunião percebeu, e quando voltou Po-ett percebeu que ela tinha uma varinha em mãos.
– Senhorita Vikhy,... – diz Po-ett, curioso – O que é isso?
– Dá licença, preciso fazer xixi,... Será? Será que você tem um cigarro?
Po-ett entrega a ela um maço, e um isqueiro, que ele deixa claro que ela deve devolver depois; Vikhy sai andando, mas ouve: – "Você pode acender com a varinha, também", e quase desaba de tanta felicidade.
É uma e meia da manhã ali na região egípcia de Eaubat, o oeste.
*