Friday, 27 September 2024

Novidade sem volta

 Story

Kyllette

Chapter 5

Novidade sem volta

Quando Hal entrou no quarto pela primeira vez, ela viu que seu marido estava sentado fumando, e deitado imóvel, ao mesmo tempo. Anthonius logo viu que ela estava curiosa, do tipo "O que é que está acontecendo?".

– Hal, este é Tempus, minha outra consciência de vampiro.

– Ah – ela iria fazer perguntas, mas parou – Então, você não é realmente um vampiro?

– Não, é ele que é vampiro; mas as coisas vão se modificar, dessa vez – diz ele, calmo mas preocupado – Vou deixar você e as outras esposas saberem disso, eu desvendei o segredo do vampirismo; se chama Agonia, e eu sei o que devo fazer.

– Vai ser um vampiro, então? Não faz sentido, vampiros não fazem magia.

– Por isso mesmo, que eu fiquei quinze milhões de anos estudando isso, até desvendar essa tão falada imortalidade deles.

– Isso me interessa,... vou avisar elas – diz ela, falando das outras esposas dele, mandou um beijinho e saiu.

Anthonius olha para Tempus, sabendo que essa presença deve ter afetado a transformação. Vampiros são muito preocupados com presença, principalmente se isso puder ser alguma ameaça; não tem como avisar ele de que está tudo bem, aqui.

Essa foi a única interrupção ontem, e hoje Anthonius bebeu o sangue com poder, de Tempus, que está parado na porta da cozinha vendo o seu eu principal tomar um café, normalmente; ele também acende um cigarro, tranquilo.

– Você vai me explicar o que está acontecendo?

– Isso, Tempus, é o resultado de todos esses anos de investigação sobre você – revela O Egípcio – Eu vi que uma parte de mim queria ser vampiro, faz agora quinze milhões de anos; eu permiti que você existisse, porque eu sabia que os vampiros eram boas pessoas. Vocês bebem sangue, tá. Isso é um pouco estranho; mas, na verdade, são só algumas gotas por semana, caçadores são só uns raros imortais. Você quer café?

– Desculpe, eu me abstenho – mas seus olhos demonstravam que queria.

– Estou superando a Agonia, a função básica que transforma a pessoa em um vampiro. Eu não faria isso, se não soubesse que iria funcionar. Além disso, vocês não fazem magia, e isso quer dizer que vampiros vão passar a poder fazer magia.

– Acho que isso vai interessar muito a alguns imortais.

– Oh, se vai – Anthonius balança a cabeça – Eu sei que,... espere; tenho de observar a conversa dos samurais.

De repente, O Egípcio estava ouvindo a conversa dos guerreiros japoneses.

– ,... "e ele encontrou uma varinha que é uma relíquia", diz um deles – "Temos que encontrar ele" – "Porque?" – "Tá louco? A última relíquia que encontraram deu um trabalho monstruoso para resolver!" – "É verdade",... – "Mas onde ele está?" – "Ele está em Sasshi, no mundo de Eaubat", foi o que Anthonius disse – "Ah, informação privilegiada; muito obrigado", responde o guerreiro – "Tem alguém que pode ir?" – "Eu posso ir. Estou em Tóquio, agora" – "Ah, então vamos ficar de olho no que você vai ter de fazer" – "Então, por todos nós, assinado: guerreiro" – e a conversa então chegou ao fim.

Anthonius estava quase terminando o café, agora.

Seu eu vampiro, Tempus estava ali analisando o futuro, e o deus sabe que os pensamentos dele são reservados; ele decidia se iria se tornar o novo tipo, ou se iria continuar a noite eterna – "Acho que a chance de fazer magia, ou ser um bruxo, deve ganhar",... pensa O Egípcio, terminando o seu café.

Depois disso, o imortal devia estar cansado; a transformação é terrível, mesmo.

– "Erre-agá, aqui é Vikhy", ele ouve – "Estou usando fluxo para te avisar que "a reunião" foi um sucesso. Vamos querer escolas pequenas, ao invés de ter uma que reúna muitos estudantes no mesmo lugar. Valdyr é muito inteligente, e os dois jovens bruxos que estão em contato com você já disseram que vão ser agora os programadores, e vamos ter informações de todo o mundo. Mas bem, eu queria conversar com você" – é o que ela diz.

– "Aqui é o comandante da Frota de Eaubat", ambos ouvem (Tempus também) – "Eaubat não tem nenhum problema, que é o que vocês estão procurando. Nós só fizemos silêncio sobre a tecnologia de viagem espacial porque era mesmo para ser um segredo".

– Ah,... – Anthonius repensa – então, o problema é de fora,... deve ser um problema da galáxia de vocês,... Vou investigar. Obrigado pelo contato.

Entretando, havia uma sensação, que não parecia se encaixar em nada disso.

Todos estavam sendo diretos, e as expicações estavam aparecendo, mas aquilo estava incomodando.

O Egípcio só não estava falando sobre isso porque Tempus estava fazendo silêncio sobre. Não é do hábito dele esconder coisas, então Anthonius Iha estava bastante preocupado.

– "Egípcio",... – diz a voz de Vikhy – "Estou entrando em contato por um motivo especial, meu. Na verdade, eu vim para Eaubat porque eu consultei os monges de Akkoya, quero dizer, Avvoya,... mudou de nome, não é? ,... e os monges disseram que era pra eu vir para este mundo se quisesse o que é o meu objetivo. Eu quero ter magia,... e você precisa me ajudar nisso. Esse é o meu objetivo".

– Ah,... – diz Anthonius, um pouco surpreso; mas feliz – então você veio falar comigo na hora certa! – e se virou para a janela – Ayh,... – "Sim, o que foi?" – Você poderia avisar o Tutyr de que eu preciso de transporte? Para o mundo de Eaubat – "Ele já sabe" – Hmmmh,... ele está de olho em você; e isso me deixa um pouco mais tranquilo – e se vira para o vampiro – Você quer ser o primeiro?

– Eu nem sei do que você está falando – responde Tempus.

A viagem é estranha; e tem horas que você se sente um pouco preso, uma semana de ida e uma de volta, dentro de uma nave. O túnel, dá pra ver pela janela da nave, tem duzentos quilômetros entre em cima e abaixo; a nave, sessenta quilômetros, esférica.

Tempus não quis vir, se não O Egípcio teria ao menos com quem conversar, mas é uma viagem curta.

De tempo real, não passa mais do que alguns segundos, fora.

Eaubat parecia um pouco com Arda, visto de órbita.

Os cinzas estão fazendo a segurança desse mundo, mas O Egípcio não desceu normalmente; ele sentia calafrios, de entrar nesse mundo – "Você deve resolver isso, agora", ele ouve a voz fininha e alienígena em sua mente – "Eu sei que esse mundo tem um núcleo diferente",... pensa ele – "Então,... me lembrei da lenda do deus que é pai da Vrayl,... o mundo dele explodiu",... diz a voz, e ele se iluminou – É isso! Vou entrar em contato com os cinzas.

– Zeit! – diz Anthonius, em voz alta, e espera.

– Aqui é o Império Cinza – ele ouve – Erre-agá,... O que você precisa?

– Estou sabendo que este mundo pode explodir, e queria que vocês olhassem o núcleo a procura de uma bomba.

Alguns momentos se passaram, até que ele ouve novamente a voz do cinza.

– Verdade! Já tiramos a bomba do núcleo, e estamos desmontando.

– Pode olhar em todos os mundos dessa galáxia! Onde não tiver bomba, esse é o nosso vilão – sugere ele.

– Estamos verificando,... e só tem um mundo que não tem, o mundo de Elfestera.

– Sabia! Posso descer agora em Eaubat? É muito importante.

– Pode – diz o cinza – Garantimos que é seguro; agora, os mundos dessa galáxia estão seguros.

E Anthonius se preparou para o aporte, e encontrar Vikhy pessoalmente.

Vikhy estava no quintal da casa onde foi a reunião, esperando Anthonius vir vê-la. Ela não sabia de nada por enquanto. Só sabia que estava a procura de uma solução para seu problema, ter magia e continuar sendo imortal, isso não é todo dia que se consegue.

– Vikhy – diz O Egípcio, logo que a vê; eles falam a língua de Avvoya – Bom, então,... você precisa de uma gota do meu sangue, e de um ritual, que eu mesmo criei, e só funciona com o meu sangue – explica ele, furando seu próprio dedo.

– Anthonius, tem certeza de que isso vai funcionar? – ela quer saber.

– Você está olhando para a certeza – diz ele com um sotaque de Ryklant, a capital da Academia – Antes, eu preciso te dizer,... a raça ediche é compatível com outras raças, e isso você deve saber. Avvoya está tentando unificar a raça, e precisamos ajudar; você vai ficar responsável por essa galáxia. Será que pode fazer isso?

– Se você me garante que vou ter magia, pode acreditar que vou fazer de tudo para isso.

Segundos depois, ela bebe a gota de sangue dele, e ele se apressa.

– Tenho que ir – diz – E vou ter que ficar de quarentena durante a viagem; é horrível, isso.

– Eu não vou precisar ficar parada? Não tem transe? O que eu devo fazer?

– Vai ter dar vontade de fazer xixi, depois fome – ele para, pensativo – Ah, e você vai poder fumar.

Anthonius desaparece; a viagem de volta foi pior que a de ida, ele teve que ficar isolado.

De volta a Arda, ele agradece ao capitão da nave da Aliança, o império ediche que está tentando unificar a raça. Ele ouve Vikhy, mais uma vez.

– "Ainda estou no mesmo fluxo que estava antes de você vir".

– "Erre-agá, aqui é o monge de Eaubat" – revela ele – "Descobri, que é ela que eu estava procurando".

– Ah, que legal – Anthonius quase rejuvenece uns anos, com essa – O que vai fazer?

– "Vou fazer o que é o certo", diz o monge – "Vikhy, fique do lado de fora da casa, para eu ir te encontrar".

– "Vou ficar", ela responde em fluxo – "O que está acontecendo?", ela quer saber.

– Não podemos falar sobre isso, Vikhy; mas você vai entender daqui a pouco.

Vikhy ficou fora da casa por cerca de dez minutos, a reunião percebeu, e quando voltou Po-ett percebeu que ela tinha uma varinha em mãos.

– Senhorita Vikhy,... – diz Po-ett, curioso – O que é isso?

– Dá licença, preciso fazer xixi,... Será? Será que você tem um cigarro?

Po-ett entrega a ela um maço, e um isqueiro, que ele deixa claro que ela deve devolver depois; Vikhy sai andando, mas ouve: – "Você pode acender com a varinha, também", e quase desaba de tanta felicidade.

É uma e meia da manhã ali na região egípcia de Eaubat, o oeste.

*

Thursday, 19 September 2024

Tempus e Rha

 Story

Kyllette

Chapter 4

Tempus e Rha

Ele está completando o que passou um bom tempo fazendo, não é pouca coisa se unir a um ser como os Deuses das Areias do Tempo.

O processo não foi anotado, e não teria como fazer novamente, a não ser porque ele escolheu mais quatro pessoas para fazer a tranformação também, o que fazia dele um líder, não apenas um ser evoluído – "Areias do Tempo",... pensa ele.

Anthonius Iha estava em seu escritório, na Rua Outono, quando ouviu uma voz conhecida, de Tempus: – "Rha, eu quero ser mais uma vez", foi o que o imortal ouviu de sua consciência – Vou criar você – foi o que o vampirou ouviu.

O deus de repente estava olhando para ele mesmo.

– Me dê do seu sangue – o vampiro pede.

– Acho que dessa vez vamos ter uma nova missão.

– O que você quer dizer com isso?

– Você vai saber disso amanhã; por enquanto, meu sangue.

E o imortal dá seu sangue ao vampiro, e ele avança.

Assim sendo, Tempus bebe o sangue, e vai se deitar, tremendo meio sem controle. O Egípcio, então, fecha a janela e a cortina. Está uma noite fria para essa época do ano, e mais, não tem uma nuvem no céu dessa noite.

Tempus começa a tremer, e é envolvido por uma energia obviamente sobrenatural, enquanto Anthonius só observa.

O tempo, ele não fez mais sentido. Um calafrio terrível, de vazio. Aquilo que todos temem, a dor era tão grande que o que quer que Tempus fosse antes agora ele está deixando de ser; para ser, para existir numa nova forma.

A noite foi se passando, para Anthonius, mas Tempus não se move.

Ele sente todo o seu corpo, dor em cada célula dele.

Um longo tempo se passou sem que alteração nenhuma acontecesse, somente a dor exageradamente grande que Tempus sentia em todo o corpo, até que de uma hora para a outra seu coração acelerou, e parecia bater para parar essa agonia.

A agonia não terminou aí, mas continuou por todo o dia.

Anthonius aproveita para fazer umas anotações, agora que seu vampiro favorito estará de volta à ativa; ele provavelmente não vai se preocupar se não se lembrar de tudo ainda, mas O Egípcio está planejando umas coisas, umas coisas bem interessantes.

A noite chegou, e com ela Tempus sentia que a dor seria para sempre.

O Egípcio viu as horas no relógio de ponteiro na parede.

"Está na hora", foi o que ele pensou, e foi para seu quarto para ver Tempus.

Espera uns vinte minutos de agonia do novo vampiro, que nasce mais uma vez, e Tempus de repente sente o coração diminuir muito. De repente, ele sente que a agonia não está mais sendo sua principal forma de preocupação; tem alguém aí onde ele está.

A sensação de ameaça lhe invade, mas não consegue se mover.

Isso se somou ao novo nível de dor que ele sentia, e fez com que suas memórias fossem quase uma sombra do que já foram. De repente, ele se lembra de todas as suas vidas como vampiro, e de porque O Egípcio o transformava – ele tinha suas memórias, sendo desperto.

Ele é uma criatura da noite, que vaga ao invés do deus.

Uma memória que se torna viva, uma pessoa, criado a partir do próprio Deus do Egito, por ele mesmo. Tempus não é mau. É uma memória, desde quando o deus desvendou como criar um vampiro, faz quinze milhões de anos.

Então, ele se lembra de que foi ele que fez os vampiros se esconderem, e terminou uma era de culto aos imortais bebedores de sangue; eles se esconderam porque havia guerra, e suas linhagens seriam caçadas – e caçadores surgiram, há doze milhões de anos, para confirmar o que Tempus havia dito aos imortais.

A agonia termina, e o coração para de bater; ele existe mais uma vez.

Tempus se senta, e vê Rha sentado em um canto.

– Achei que isso não iria terminar mais – é o que diz o deus.

– Não consigo falar sobre isso – pede o imortal, agora.

– Eu havia dito que dessa vez seria um pouco diferente, não é?

– Eu preciso de sangue – ele pede, e Rha estica o braço; o vampiro morde seu pulso, e bebe, mas só um pouco, depois lambe e a ferida se fecha.

– Agora, – diz o deus – me dê do seu sangue; mas coloque o poder de Sangue nele.

– Você quer ser transformado?! Você nunca fez isso,...

– Descobri como vencer a Agonia, e só tem um jeito de fazer isso.

– Tem certeza? Vou te dar do meu sangue, então.

Tempus morde seu próprio pulso, e carrega o seu sangue com o poder que a Agonia, como diz O Egípcio, lhe deu. Anthonius bebe. Ele diz que vai se deitar, mas que vai levantar, e não é pra Tempus interferir porque ele precisa se concentrar.

Anthonius, então, enfrenta a Agonia; mas, já já se levanta.

Diz que vai fazer um café, e convida Tempus, que apenas dá um risinho torto.

O Egípcio não demonstra sinais de transformação.

(Fim do Cap 4)

Wednesday, 18 September 2024

Ellie Knox no Café

 Story

Kyllette

Chapter 4

Algumas Novidades

Ellie era uma garota qualquer, até que um dia se tornou mago. E se passaram nove anos. Depois disso, ela perdeu nove anos de memórias, porque o "pacto" foi desfeito; agora, ela está começando uma nova vida, e quer apagar tudo o que sua "outra eu" tinha feito.

A mulher que ela se tornou se encontra em um café, em algum lugar da cidade.

Mas bem, Ellie não pode deixar de perceber que havia um homem, bonitão, na outra mesa; e ele estava bebendo café, ao invés de enchendo a lata como qualquer outro bebedor de cerveja faria em um dia como esse.

– Oi! – ela disse ao homem – Porque você está bebendo café?

E ele, ao invés de responder, apontou a cadeira vazia em sua mesa para ela se sentar.

– Prazer – diz ela – Eu sou Ellie Knox; e você, quem é?

– Eu sei quem você realmente é – diz o homem – Me chame de Ivan, Ivan de Castela, mas eu não sei espanhol.

– Eu também não – mas ele teve uma reação diferente, ao ouvir isso.

– Não? Que interessante,...

Não basta dizer, mas vamos ter que explicar isso, que Ellie está sendo observada; e não são qualquer um. Ela está sendo vista e ouvida por jogadores. Primeiro, Rh do Egito começou a observar ela. Depois disso, Valentina, Vikhy e Krunnki também. Depois então, dois jogadores de sua cidade, e que na verdade sabem quem ela realmente é, mas não sabiam de nada disso que vai ser assunto aqui.

– Como você me conhece? Eu não fiz nada de errado contra você não, né?

– Eu sou professor, da Escola de Magia que fica na região comercial – revela ele – E eu sei que você era mago.

– Porque você sabe disso? O que eu fiz? – ela tenta se defender.

– Não, não foi nada que você fez – concerta ele – Na verdade, você é uma bruxa.

– Eu já estava sentindo isso; acho que você está certo.

– Você era uma "pária" entre os magos,... porque, na verdade, era bruxa. Mas bom, nós bruxos já sabemos disso, e sabemos todos os que eram magos, desde que estamos dando aulas sobre história, a matéria mais importante de uma escola de magia.

– Então, eu sou uma bruxa? – foi a pergunta que ela fez.

Ambos ficaram em silêncio, durante algum tempinho, e Ellie tomou a dianteira.

– Que tal a gente tomar um vinho, na minha casa? – foi a pergunta dela.

Quando viram, estavam se beijando. Todos os observadores, por causa disso, pararam de observar. Ivan e Ellie, então, combinaram de toma um vinho, e ela quis saber mais sobre isso de Escola de Magia, depois.

*

Tuesday, 17 September 2024

Po-ett, O Gook, e depois Kenji

 Story

Kyllette

Chapter 4

Algumas Novidades

Anthonius está em seu escritório, e sua esposa Hal tem seu próprio escritório também, que ela usa como estúdio de gravação. Ela é cantora, uma compositora muito conhecida no mundo inteiro. O estilo de músicas dela é o "trip-hop", uma música mais lenta que o usual, eletrónica, e a voz dela é macia e suave, porém poderosa; não dá pra ouvir o que ela está compondo, por causa da vedação acústica do escritório.

Assim sendo, O Egípcio fica esperando contato, o tempo todo.

E, realmente, acontece que pessoas vem observar ele, e conversar.

– "Aqui é um bruxo, do mundo de Eaubat", ele ouve – "Nós somos dois observando".

– Que interessante,... e estão usando fluxo pra observar?

– "Estamos" – e então Anthonius teve uma idéia, se der certo é ótimo.

– Vou colocar a empresa Gook em contato com vocês – diz ele – Vocês entendem um pouco de tecnologia?

– "Um pouco, não; muito. O que essa empresa faz?" – quer saber o jovem.

– Vou pedir aos cinzas para levar as mensagens até vocês em Eaubat.

– "Cinzas?! Ai-ai, alto nível então,... Mas o que vamos precisar fazer, você sabe?".

– Programar – e ele continua – Vou chamar você de Po-ett, e o seu amigo de Sefach; um significa "poeta", o outro é o masculino de "princesa", que é "syfar", em uma das minhas línguas. Inclusive, se quiserem, podem me ajudar na criação dessa língua!

– "Vai ser um prazer ajudar!", diz o jovem chamado de Po-ett.

– Quero que vocês façam uma reunião,... Vou colocar os Ativos em contato, exceto o líder da Nação da Magia, que não vai poder ir. Estou agora me concentrando nessa reunião – e O Egípcio começa a emanar essa atividade.

– "Aqui é um monge, de Eaubat", diz uma nova voz.

– De onde você é, monge? – quis saber Anthonius, calmo.

– "Sou das Ilhas do Leste, da cidade de Sasshi".

– Ah,... Você é o Kenji! Depois você vai saber o porquê. Aqui estamos tendo muitos contatos, hoje. Você vai interagir com a gente, ou está só usando fluxo mesmo? Porque,... se você quiser interagir, vamos descobrir o que você deve fazer.

– "Eu estou sabendo que vocês vão fazer uma reunião", diz o monge – "É uma reunião fechada, não é?".

– Isso mesmo! Mas acontece do outro lado do mundo, então...

– "Não vou, se é isso que está sugerindo", diz ele – "Estou fazendo contato com os bruxos da minha cidade".

– Então, que assim seja – diz O Egípcio, conclusivo.

*

Tuesday, 10 September 2024

Algumas Novidades

 Story

Kyllette

Chapter 4

Algumas Novidades

O centro do Grande Continente, ao leste das montanhas, é uma região muito especial de Tanahta, porque quando o mundo foi terraformado, usando tecnologia dos reptilianos, para essa região foram movidas todas as Relíquias do mundo. Valentina é a duquesa dessa região, o Grande Ducado das Ruínas. Ela é rica, de família de nobres desde os mil anos de trevas.

Há alguns dias atrás, ela conheceu um bruxo muito rico.

Mas hoje ela acordou no meio da noite, passando mal, e ligou para seu médico. Ele veio, e avaliou tudo, mediu pressão, fez exame de sangue – que só precisa de uma única gota de sangue – e parece que chegou a uma conclusão.

– Acho que cheguei a uma conclusão – diz o médico.

– O que é? – ela quer saber – Você acha que é sério, o que eu tenho?

– Acho – a resposta dele fez ela sentir tremores – Tenho uma questão muito séria para lhe dizer (e esperou). Você está grávida.

– Ehr?! Mas foi só uma vez! Como foi que isso aconteceu?

– Que bom que é isso, duquesa – ele sorri, com a confirmação.

*

Tuesday, 3 September 2024

A Narrativa de Totonto

 Story

Kyllette

Chapter 3

Nunca vi Um

Arda é o mundo capital de um império muito importante, e que recebe o nome de Império Terrant. Hoje, estão comemorando a primeira Fronteira, que foi aberta ainda no início do século dezenove. Totonto é uma garota muito feliz. Seus pais trabalham na imigração, e ela está na festa fazendo contato com os filhos dos ricos e famosos, e os nobres; estão brincando de esconder.

Em uma de suas escondidas, Totonto percebe um objeto atrás da planta.

Tem um contador, contando o tempo em contagem regressiva.

Quando ela se deu por si, tinha entendido, e saiu correndo e gritando.

– Booomba! Tem uma booomba alí! Booomba! – grita ela.

A explosão destruiu completamente o Edifício Núcleo, na cidade de Bealae, e os bombeiros acabam de chegar. Estão procurando sobreviventes. A vantagem é que as câmeras são computadores, e sabem reconhecer pessoas e droides facilmente.

Uma câmera, que é uma esfera de câmeras pra dizer a verdade, chegou onde ela estava.

Assim, foi que Totonto abriu os olhos; sua primeira visão foi de sua mãe, e só existia metade do rosto dela. A Câmera captou os olhos da menina se tornando duas esferas negras, uma ameaça alienígena, uma fúria como ninguém sabe como é.

A garota abriu passagem pelos escombros com seu poder.

Ela saiu flutuando para o alto, e ondas magnéticas envolviam tudo em poeira.

Um carro oficial chega, dentro dele Professor Leid conversa com o Diretor.

– Aí está ela, Diretor – foi o que ele disse.

– Você sabe que só porque isso foi profetizado é que conseguimos prever, não é professor?

– Sei,... e é como na profecia,... ela é mesmo uma Nível Oito.

– Conto com você para trazer ela para a Academia; os militares não podem ter um oráculo tão poderoso como ela.

– Considere feito – diz o professor; e a porta, junto da poltrona, sai pela lateral do veículo oficial.

Professor Leid assume olhos negros como a noite mais escura, e sai voando. Sua veste especial faz todos reconhecerem um Oráculo, lá embaixo, e ele vai até a garota, Totonto está explodindo, em fúria, e chora o tempo todo.

A construção volta ao normal. Era como se nada tivesse acontecido, porque voltaram no tempo e desmontaram a bomba, mas Leid percebe que Totonto tem memória permanente, e continua soltando raios sobre a construção, totalmente em fúria.

Três meses depois, Totonto se levanta de manhã na Academia.

A menina já teve seu treinamento básico, mas hoje foi chamada para conversar com o Diretor.

Ela está com medo, e rapidamente afasta isso de sua mente, dando "Bom dia!" à colega de quarto, que é uma princesa bruxa e murmura um "Bom dia",... sem muito entusiasmo, como quem diz: – "Não dá pra esperar mais tempo antes de começar o dia?", e se vira para o lado.

Anthonius ouve a história, e está atento em seu escritório.

– "E foi então que a Diretoria me escolheu para fazer a sua observação, Anthonius".

– Entendi – diz o deus, concordando – Muito obrigado por explicar.

– "Ah, quê isso,... Você deve ter captado um monte de coisas que eu nem imagino o que sejam, né".

– Isso mesmo – Anthonius se move devagar – Vou precisar que você espere.

O Egípcio, então, se concentra em seu amigo o deus da sabedoria, e Toth começa a prestar atenção nele, absorvendo a narrativa.

– "Império Terrant, então?", diz finalmente o sábio – "Isso é o que você observou na outra linha do tempo, não é?".

– Isso mesmo, Toth – começa Anthonius – Sei tudo o que acontece, toda a história do outro tempo; e você precisa saber que eu agora tenho as memórias de um outro eu, um jogador, que fez contato com os bruxos desse outro tempo.

– "O que você quer fazer?" – questiona Toth, sem exigências.

– Vou fazer isso acontecer como deve acontecer – explica O Egípcio – E então, essa tecnologia,... se for mesmo possível,... vai revolucionar o conceito que se tem de "império"; mas não queria que existisse uma Academia. Bom, nem tudo pode ser evitado.

– "Vou explicar aos egípcios sobre essa outra linha do tempo", avisa Toth.

– Faça isso; vou me preparar – diz Anthonius – Tenho de preparar esse império,... Vou precisar da Nação da Magia pra isso. Os bruxos são essenciais para que a tecnologia seja realmente inventada; isso, e eu preciso de ativos.

– "Está realmente investindo no Grande Jogo, não é?".

– Estou; e está começando a ficar muito, mas muito interessante.

Dito isso, Anthonius Iha se prepara, e sabe que a Diretoria e a nobreza sabem de tudo o que ele faz; eles observam. Observar com magia é uma das coisas mais importantes que se aprende a fazer desde o básico; assim sendo, ele espera o contato.

Ele se levanta, e vai prepara um café, bem forte.

(Fim do Cap 3)