Story
Kyllette
Chapter 6
Ainda no Futuro
–
Vocês não sabem o que Folk estava planejando fazer, mas aqui vamos dar uma noção a vocês. Ele é de Avvoya, um bruxo. Estudou na Escola de Magia de Priattel, no Grande Vale de Priattel'sa, nas montanhas que circulam os Nove Reinos, e a norte de Ryklant, a capital da Academia da Magia, da Política e do Poder –– apesar disso, ele é só um bruxo, nada demais.
Folk tem sonhos incríveis todos os dias, principalmente porque são sonhos lúcidos.
Isso significa que ele está consciente durante os sonhos.
Recentemente, Folk percebeu um número muito grande de informações, na Rede de Avvoya, sobre outros mundos ediche. Este é o nome da raça, e Avvoya está unificando a raça, um projeto idealizado há mais de dois mil anos.
Ele escolheu Arda para estudar, e acha que fez o certo.
O mundo tem uma história central na cultura ediche, mas medo de "alienígenas", qualquer estrangeiro é tratado pelos nativos como uma ameaça, e também acreditam que vão destruir o seu mundo, ou dominar, colonizar, mais um monte de coisas.
Depois de sonhos reveladores sobre o assunto, ele recebeu um convite.
O convite veio diretamente da Academia, para representar Avvoya no mundo de Tanahta.
Este mundo é a base da Aliança, foi atacado faz agora dois mil anos, por uma Frota Invisível, razão pela qual os ediche se organizam contra esse inimigo que não sabem quem realmente é –– Tanahta vai ter uma nova Escola de Magia.
Folk, nome que ele escolheu por causa de Arda, respondeu – "Eu preciso responder agora?", e recebeu a resposta rapidamente – "Não precisa responder agora, não é urgente" – mas não esperava pelo que viria a seguir.
Tetrus, o diretor de Priattel, entrou em contato.
– Aqui é Tetrus – diz o importante bruxo.
– Ah, oi diretor! A que devo a honra? – foi sua resposta.
– Estou sabendo que você foi indicado para ir para Tanahta, dar aulas.
– É, eu fui selecionado, mas na verdade...
– Pode dizer – pede o diretor.
– Eu queria ir para Arda – foi seu pedido.
– E porque? Sei que é um mundo com muitos problemas,...
– É que eu tive uma série de sonhos,... todos eles me levam a crer que o meu lugar é em Arda, e não em Tanahta.
– Eu vou ser o diretor da Escola de Tanahta – revela ele.
– Ah, nossa mãe! Agora eu entendi – Folk fica pensativo uns segundos – Eles vão sem dúvida ter uma ótima Diretoria.
– Tem certeza que não vai mesmo querer ir?
– Preciso pensar,... mas já adianto que quero ir para Arda.
– Vou ver o que eu posso fazer por você – diz Tetrus – Agora, vou voltar ao trabalho aqui.
– Bom trabalho pra você, Diretor – finaliza ele.
O dia foi se passando, e mais e mais, Folk quer ir para Arda, até que teve uma idéia. Iria fundar escolas de ocultismo, naquele mundo. Iria começar por ensinar coisas sobre O Sonho, depois oráculos, depois rituais; seria ótimo, e seriam escolas pequenas, nada de um castelo onde uma grande número de estudantes vai se reunir, uma série de cursos sobre o que Avvoya já sabe faz milênios a fio.
Estava pensando nisso, quando bateram em sua porta, e ele abriu.
– Oi! – diz o gigante – Eu sou Krunnki O Bárbaro, e essa é minha filha.
– Krunnki?! Mas é lógico que eu sei quem você é, Krunnki; você é parte da nossa Mitologia – cumprimenta ele.
– Acho que eu não passo por essa porta pequena – foi o que o andarilho disse.
– Hhm, verdade – diz Folk – Vamos tomar um café? Tem um lugar aqui perto, ao ar livre. Espere só eu trocar a camisa, e já estou pronto.
E então, eles foram para um bar onde servem kofi. Essa bebida é muito parecida com o "café" de Arda, mas é cinco vezes mais forte, um estimulante de verdade e bebido para animar, ou em reuniões que gastam muito pensar.
– Então,... – diz Krunnki, pensativo – você quer ir para Arda, fundar escolas de "ocultismo", ensinando coisas como oneiromancia, e o uso de oráculos como o baralho,... eu tenho algumas coisas para você pensar.
– Pois diga – Folk está surpreso; ele acabara de decidir que queria fazer isso.
– Você precisa ensinar a nossa língua – diz o andarilho – A nova língua de Avvoya, a língua ediche.
– Mas eu estou bem no início do estudo da nossa nova língua, Krunnki – diz ele – Como eu vou "ensinar" uma língua que eu não sei?
– Eu posso fazer você estar aprendendo há seis meses; e com didática, para poder ensinar.
– Hhm, isso vai me fazer ficar próximo de ir para Arda, não é? Acho que tenho que aceitar isso,...
– Já está feito – revela o andarilho; e o novo professor só balança a cabeça – Agora, você está entendendo o porquê de você ter estudado a nova língua ediche; porque você estava amadurecendo a idéia de ir para Arda.
– É, eu prefiro ir para Arda do que para Tanahta – diz o ocultista.
– Outra coisa – continua Krunnki – Arda tem umas duas mil dimensões paralelas. Você precisa espalhar o saber ediche, e a ligação com Avvoya, em todas elas; e outra, você precisa proibir o uso de magia com demônios.
– Eu vou ter poder para proibir isso? – duvida ele, tranquilo.
– Você vai ensinar – responde o andarilho – Só isso já é motivo para magiarem você; para você se tornar "mau". Vou ficar de olho em você, porque você vai ser alvo dos demonistas, e eles são o pior tipo que você vai encontrar.
– Hhm,... acho que entendi. Não posso simplesmente ir e ensinar? Tem todas essas regras, que você está me passando?
– Não são regras, só – Krunnki para e pensa – Se você se tornar um problema, vão eliminar você.
– E então, o que eu devo fazer? – ele está pensando que é mais perigoso do que ele achava que seria.
– Não podemos deixar tudo para o líder da Academia fazer,... ele já tem coisas demais para pensar; então, vou manter um olho em você.
– Agradeço pela proteção, Krunnki! – Folk agradece, meio solene.
– Agora, vamos aos tópicos comuns de nosso mundo,...
A conversa girou sobre as Escolas do mundo de Avvoya, até o que artistas importantes estavam dizendo sobre a unificação. Folk explicou que esse nome ele escolheu porque é uma palavra de Arda, e significa "povo", ou "popular".
Não ficou só no café, a conversa –– Krunnki recusou bebida alcoólica, e sua filha também –– mas Folk decidiu beber uma cerveja.
– Sabe, vou sentir muita falta de Avvoya – conclui o novo professor.
*