Tuesday, 29 October 2024

Obier de Tanahta

 Story

Kyllette

Chapter 5

Obier de Tanahta

Valentina foi para sua casa, uma mansão enorme, e foi direto para a sala de rituais. Ela foi localizar Obier, o zelador que foi escolhido para ser o zelador da Escola de Magia, mas quatro anos antes.

O zelador foi localizado com pouca dificuldade, porque na verdade ele queria ser encontrado.

Mas bem, Obier não sabia o que o esperava, por enquanto.

– "Aqui é a Duquesa Valentina", ele ouve – "Eu estou falando com você do futuro, de daqui a quatro anos".

– É claro que eu sei quem você é, duquesa; pode falar – diz ele.

– "Você vai ser selecionado para ser o Zelador de nossa nova Escola de Magia", resume ela – "Eu vou te prover com tudo que você precisa para fazer a preparação para a fundação da Escola no Grão Ducado".

– E onde vai ser a Escola? Sabe, o Ducado é bastante grande.

– "Estou transformando o Grão Ducado em Escola, todo ele, e a idéia é de que os estudantes vão viajar e acampar, e observar as aulas de onde quer que eles estejam com ritual. Não vai ser um castelo, nem nada desse tipo".

– Ah ... é um bocado de chão, se me permite dizer.

– "Você precisa reunir um grupo, e vocês vão limpar o terreno para a fundação da Escola", diz a nobre.

– Está bem, vou reunir – ele para, um segundo – Tenho uma vampira de energia, e um piloto.

– "Vou estudar o que vocês vão fazer, e te aviso de problemas. Deve haver demônios nesses ermos todos. Estudantes não podem lidar com demônios, de jeito nenhum! Ah, mas tem os seres mitológicos, vocês vão ter que explicar a eles a Escola".

– Está bem, então – ele balança a cabeça – Obrigado pela confiança.

– "Volto a falar com você depois de vocês se reunirem", ela faz uma pausa – "Estamos te chamando de Obier. É um novo nome, dado por uma pessoa muito importante, mas se não, pode ter alguém no seu passado que faria coisas erradas".

– Não tem, não; mas está bem, aceito o nome – reflete ele.

– "Até breve" – e Valentina termina a observação.

Obier passou uma semana organizando a reunião desse dia, e a primeira a chegar foi a vampira. O piloto ficou pairando em cima deles, escolhendo o melhor lugar para pousar – "..,. mas tem muitas árvores!", reclamou depois de pousar.

Sabe, Tanahta é um mundo pequeno, tem só setecentas dimensões.

Todas elas são ligadas entre si desde a era medieval, e foi isso que salvou o mundo quando aconteceu o bombardeio, há dois mil anos. Uma frota, que não se sabe de que império era, chegou, e bombardeou, e foi embora. Acusaram os ikka de terem feito isso, mas os brancos simplesmente se renderam e disseram que – "Não fomos nós!"; daí nasceu o medo de um inimigo desconhecido. Mas bem, Tanahta tinha mais problemas para pensar do que se afundar em discussões sobre que inimigo invisível era esse. Demônios. Eles estavam em todos os lugares.

E foram mil anos de caça a demônios, e luta por água; tem até uma lenda muito antiga, de um bruxo que se apaixona e acha água, o que dá a ele o direito de se casar com a bruxa mais bonita daquela cidade. Cidades, eram poucas.

A maior parte do mundo se reunia em vilas planares, e todas tinham toque de recolher.

Era ensinado que "Água é vida", a todos, desde muito jovens.

A veste de sobrevivência da Aliança foi desenvolvida para sobreviver a Tanahta, e as estufas de alimentos também. Essas construções ficavam abaixo da superfície, tinham sua própria armadilha de captação de água, e iluminação solar artificial, para dar frutos ou outros alimentos sempre que pudessem dar – nasceram aí várias famílias de vegetais que só existem por causa do inferno que assolou o mundo.

E então, veio a terraformagem, e os que ficaram no mundo receberam o nome de "herdeiros", porque cinquenta por cento da população foi mudada para outros mundos que, como Avvoya – novo nome de Akkoya – tinham muitas dimensões.

A Aliança tem dez mil mundos, com uma média de cinco mil dimensões em cada.

Daí dá pra imaginar o que eles pensavam sobre viver em um mundo inferno, Tanahta era o pior lugar que existia na Aliança, já que o mundo da outra raça que também foi atacada havia sido abandonado, lá ficou.

As outras raças dessa galáxia, são poucas, não entendem o que são os ediche nem porque eles são tantos.

Acontece que os ediche evoluíram ao mesmo tempo em muitos mundos.

Ruínas, ruínas em todos os lugares; não ficou nem mesmo uma cidade sem ter ruínas. Então, descobriu-se que as ruínas eram fragmentos de uma realidade diferente, em que tudo aquilo existia – as vilas tinham sempre ao menos um lugar estranho.

Daí, mil anos depois, a raça tyke, os reptilianos terraformaram o mundo de Tanahta.

Contaram com a ajuda de Akkoya para isso, mas não explicaram o que faziam. Fizeram isso em troca de ouro e alguns recursos, que só existiam no mundo de Tanahta, como a alga purificadora de ar – basta ter um aquário com elas, em casa.

No território das Ruínas existe uma cidade, mais ao sul, bem grande.

Tanka é uma cidade estado organizada como uma cooperativa, e todos trabalham, recebendo pelo trabalho realizado na cidade. Também é um porto espacial, lugar de onde saem e onde pousam naves de outros mundos.

Mas, Tanka tem um segredo – é aí que o sobrenatural de Tanahta se reúne, e vive.

Vampiros, monstros, licantropos, asuras e caçadores de demônios vivem nessa cidade, dividindo espaço com as pessoas, que não sabem de nada, ou que realmente estão ajudando a esconder o sobrenatural desse mundo.

Obier, ele vai acabar se acostumando com o nome, conhece uma vampira de energia e um piloto que é caçador de demônios, ambos de Tanka.

Eles combinaram de se encontrar na Ruína da Gota de Água, uma pedra que goteja água constantemente, mas que não tem nenhum porquê disso, que se possa dizer – a água simplesmente brota aí, em gotas, não vem de lugar nenhum.

Então, o grupo conversou sobre tudo isso, estavam falando sobre política de Tanka quando ouviram um barulho.

– Pode ser um demônio – foi o que Obier disse, de primeira.

O piloto sacou a arma, e então eles viram, grande e com quatro patas.

Ele atira, acerta, mas nada acontece – É um demônio mesmo! – é o que o piloto diz, e a criatura invade o acampamento. Vai parar exatamente no lugar onde fizeram uma fogueira, derramando o café deles – Meu café! – grita Obier.

A sorte é que o piloto tinha uma arma especial, de caçador. Ela tem um mecanismo, que é uma agulha. Ela fura o seu dedo, envolvendo a bala com seu sangue, o que causa dano letal em demônios.

Obier faz uma magia de empurrar, e o demônio vai parar ao lado da barraca da vampira, e ela tira o chão da criatura, que cai desajeitado – Atira! – grita ela para o piloto.

Eles se aproximam, e dá pra ver a pele dele se regenerando.

– Auspitia! – diz a vampira, e então, um diagrama aparece sobre o peito do demônio – Eu sei o nome dele! É Placeto – revela ela, sob uma aura de uma energia branca perolada; ela realmente está tendo uma revelação.

– Placeto – diz o piloto, e molda a bala com sangue, atirando na criatura.

Eles puderam ver ele se desfazendo, morrendo; no lugar dele, restou um cachorro, agora curado. O cachorro se levanta e sai andando, não é mais um demônio, e ele vai ficar ao redor do acampamento esperando por comida.

O grupo se reorganiza, e Obier coloca o café no fogo novamente.

Agora, ele decide dizer o porquê da reunião, que ele não tinha dito até agora.

– Pois é – diz Obier – Essa região vai ser uma Escola de Magia.

– Toda essa região? É muito chão,... – diz o piloto – e que sorte que eu sou caçador.

– Porque você nos chamou, pra dizer a verdade? – diz a vampira.

– Eu vou ser o zelador da Escola, e chamei vocês porque nós temos a missão de preparar o território das Ruínas para ser uma Escola. Todo o Grão Ducado vai ser uma Escola de Magia, e precisamos, por exemplo, avisar os seres mitológicos do Horizonte sobre isso.

– E eliminar os demônios está na sua lista? – a vampira não tem o costume de lidar com demônios, é o que ela passa pela voz.

O piloto faz um Ritual na fogueira, e eles se sentem então protegidos.

– Esse Ritual,... protege contra demônios? – pergunta Obier, e o caçador concorda – Vamos ter que ensinar isso aos estudantes, desde o início.

O cheiro de café, que em Tanahta parece um tipo de cappuccino, invade o ar.

(Fim de Capítulo).

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