Story
Kyllette
Chapter 2
Krunnke vai a Arda
–
Em sua mesa na diretoria, a diretora Aspásia se prepara. Anthonius Iha está para chegar, é o que uma de suas velas diz; ela tem uma segunda mesa com várias dessas velas, que estão aí para avisar de visitas inesperadas, ou se as visitas vão mesmo vir.
De repente, O Egípcio está diante dela.
Ele veste uma roupa comum, calça social e camisa de botão.
Tem uma cruz "Tau" no pescoço, feita em ouro.
– Oi – diz ele – Você estava me esperando, não é?
– Estava – revela ela, começando o assunto – Eu estou sabendo que você conseguiu o computador do seu vidente,... e que ele realmente criou uma língua, acho que você fez muito bem em deixar ele fazer, quero dizer, criar essa língua.
– É – ele se senta, enquanto isso – Ele morreu de morte natural, aos sessenta e oito anos. O computador está intacto, e eu sabia a senha. A família dele só me passou o computador porque eu comprovei que sabia a senha dele; eu disse que era parceiro de criações dele.
– Está ótimo – ela oferece um café – Quer um café?
– Acho que vou aceitar; estou com a sensação de que vai acontecer um problema, mas o universo é tão grande que não dá pra saber onde o problema vai acontecer, até acontecer. Entende. Acho que vou receber informações sobre isso, em breve.
E dito e feito, ele ouve uma voz, ela também.
– "Aqui é o Império Cinza" – diz o cinza – "Aconteceu um problema em Eaubat, e precisamos dizer que vocês precisam se apressar no que vocês combinaram de fazer, aqui em Arda. Nós ainda não sabemos o que vocês estão querendo fazer".
– É simples – diz Aspásia, contente – Eu quero (e olha para Erre-agá) que você crie uma maneira de ligar o computador sem que nenhuma pessoa possa saber o que você está fazendo; na verdade, vou usar você como ativo e preparar o que isso realmente vai causar em quem usar.
– Considere isso feito – diz o Deus do Egito – Você já pode testar.
– "Não vai dar tempo de testar" – diz a voz do cinza – "Precisamos da solução urgente".
– Agora, Egípcio, você precisa ensinar isso à nobreza da Inglaterra,... no passado.
– Consigo fazer isso, eu sou velho e sei que o passado pode ser modificado – ele se concentra, e altera o passado. De repente, o cinza solta um "Hmmmh",... e eles começam a ver um holograma do cinza diante deles.
– Era isso mesmo que nós estávamos prevendo,... Vocês escolheram os ingleses,... achava que escolheriam os russos.
– E qual é o problema que está acontecendo em Eaubat?
– Um atentado a bomba,... Estão mudando o passado,... que interessante.
– Temos que impedir isso! – diz Aspásia, com urgência.
– Agora vai ser possível, Aspásia. Você é realmente uma deusa da magia, e fez uma revelação a essas pessoas. O que você revelou?
– Eu manipulei o que Anthonius fez para que eles tivessem essa revelação.
– Você não disse o que foi que você revelou.
– É, não disse – ela se move na cadeira, o cinza está em pé – Vocês resolveram o problema?
– Acabamos de resolver – o cinza não parecia preocupado com a revelação que ela fez.
Anthonius aproveitou que sabia que isso estava sendo feito para aprender o que eles estavam fazendo e, instantes depois, ele agora sabe como modificar o passado como quiser, como se fosse com a tecnologia dos cinzas.
– Achamos que os ingleses estão fazendo contato com outros mundos – é o que o cinza diz.
– Eles podem fazer isso – O Egípcio diz isso com sua autoridade.
– Que assim seja – concorda o cinza – A partir de agora, vamos observar o que vocês estão fazendo. Achamos que tem pessoas mal intencionadas por trás de uma enorme guerra, que começa no início dos tempos.
Anthonius acha difícil ter de esperar as pessoas terminarem o que estão para dizer.
– É, é uma guerra mesmo – revela ele – Mas eu estou propondo um jogo.
– Interessante, isso – continua o cinza, pensativo – Estou considerando que você está na guerra.
– Mais ou menos – é o que diz Anthonius – Nós estamos investigando O Jogo, como uma alternativa para a guerra, e para que a guerra termine, porque quando as pessoas estão "jogando" podem estar cooperando, e não, pensando em "eliminar" inimigos.
– Bom – diz o cinza – Agora, vou voltar para a órbita; estaremos de olhos abertos.
– Como é que eu entro em contato com vocês? – quis saber Aspásia.
– Basta dizer em voz alta, porque nós já sabemos quem você e Anthonius realmente são. Vamos acompanhar a história de vocês.
– Você tem um nome, que eu possa saber? É estranho conhecer você sem saber seu nome; pode ser o nome comum.
– Kenerales Plypa – revela o cinza – Agora, vocês vão saber de muita coisa; os ingleses vão procurar vocês. Estamos sabendo que eles estão se tornando um dos povos da magia, e é ao contrário, o que vocês fazem agora está mudando o passado deles.
– Obrigado pelas informações, Kenerales – agradece O Egípcio.
– A situação em Eaubat está resolvida, então? – quer saber a diretora.
– Está – foi a resposta dada pela general. Ela fez uma saudação, se inclinando de leve, e sumiu.
– Eles fazem a mesma coisa que você, Anthonius; desaparecem, e aparecem em outro lugar.
– Vou te ensinar a fazer isso,... isso se chama "aporte".
A Inglaterra recebe o contato, e começa a se expandir a partir de 2020, com a ajuda das donzelas. Na verdade, elas são super guerreiras. Anthonius descobre que elas decidem não criar uma escola delas nesse mundo, por um motivo ainda sem explicação.
Aspásia começa a pensar nos limites do que um aporte pode fazer.
Ela está planejando expandir a Nação da Magia, e essa técnica é essencial, pra dizer na língua.
Além disso, O Egípcio está servindo como seu "ativo".
Mas sabe que os seis anos de treinamento em Avvoya não são o bastante.
Ele vai saber de muito mais coisas do que um ativo usual.
– Precisamos ter mais uma conversa, Anthonius.
– Você vai dizer que terminou de estudar a outra linha do tempo.
– Era o que eu ia dizer,... você não sabe esperar as pessoas dizerem o que querem dizer.
– Achei que você não iria se importar.
(Fim do Cap 2)